Podemos dizer que a curiosidade é um traço nato das crianças
As indagações da existência, toda a curiosidade de vida
A curiosidade das ocupações, dos verbos, das relações homem-mundo e das convenções
Podemos dizer que nascemos com tais necessidades
Seria a filosofia uma ciência-criança?
Até quando podaremos e castraremos os sonhos de conhecimento que nascem com as crianças?
Até quando no cegaremos frente ao fato delas serem seres capazes de futuros e cultivadoras de lindas paisagens?
As crianças são acima de tudo seres da existência mundana
Construtoras intelectuais e merecedoras de cuidados
Negar esses caminhos seria negar-lhes a sua humanidade?
Até quando?!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
INFÂNCIAS?
Infâncias?
Até quando nos manteremos calados?
Até quando vamos fingir que isso tudo é normal?
Até quando vamos sair incólumes?
Até quando vamos transferir pro outro, um papel que também é nosso?
Por:
Mila Araùjo (La flor de la canela)
Infâncias?
Até quando vamos ignorar as crianças?
Fingir que não são visíveis ?
Teimar em não escutar suas vozes?
Desconhecer o que pensam e sentem ?
Por:
Tereza
quinta-feira, 3 de abril de 2008
INFANCIALIDADES: Infâncias sendo
A infancialidade é lugar das experiências.É a historia em curso, é o trânsito entre passado-presente-futuro.
É a recusa da ausência da infância na própria infância sendo.
É acontecimento, é experiência..
É uma instauração da presença concreta das crianças e suas infâncias no projeto da adultez como o inusitado, o imprevisto, a descontinuidade, uma ritualidade clandestina em que se trafica significados entre o mundo próprio que elas criam e o que já estava posto e interpretado para elas.
As infancialidades são expressão dos sentimentos das crianças.Dos seus modos de viver a infância, de seus valores e localizações sociais.
JORGE LARROSA E A ALTERIDADE DA INFÂNCIA
[...]na medida em que nos escapa: na medida em que inquieta o que sabemos ( e inquieta a soberba da nossa vontade de saber), na medida em que suspende o que podemos ( e a arrogância da nossa vontade de poder ) e na medida em que coloca em questão os lugares que construímos para ela( e a presunção da nossa vontade de abarca-la). Aí está a vertigem: no como a alteridade da infância nos leva a uma região em que não comandam as medidas do nosso saber e do nosso poder.
[...] a infância nunca é o que sabemos (é o outro dos nossos saberes), ma por outro lado, é portadora de uma verdade à qual devemos nos colocar à disposição de escutar; nunca é aquilo apreendido pelo nosso poder ( é o outro que não pode ser submetido), mas ao mesmo tempo requer nossa iniciativa; nunca está no lugar que a ela reservamos ( é o outro que não pode ser abarcado), mas devemos abrir um lugar par recebe-la. Isso é a experiência da criança como um outro: o encontro de uma verdade que não aceita a medida do nosso saber, com uma demanda de iniciativa que não aceita a medida do nossos poder, e com uma exigência de hospitalidade que não aceita a medida da nossa casa .[...]
(LARROSSA, 2203, p.185).
(LARROSSA, 2203, p.185).
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