quarta-feira, 7 de maio de 2008

Meu querido mundo...

Meu querido mundo
Deslumbrado com a maldade
Assopro aos ouvidos surdos
A cantilena impregnada de horror
Com todo fôlego
(Um pintoQue não sabe cacarejar)
Com toda coragem
(Um caracolEscondido em si mesmo)
Com toda obstinação
(Uma garotaViciada em anfetaminas)
Com honestidade
Com vontade
Com verdade
Com toda suavidade
Um tetraplégico
Que afasta com a língua
Uma mosca pousada na ponta do nariz.
Marcus Almeida Magalhães

Esses olhos repletos de infância...

Esses olhos repletos de infância,
Não sei. O que há conosco afinal?
O que há nesses olhos repletos de infância
Que quando crescem desaparecem
Por esse mundo afora
E mais parecem olhos cansados
Para desvendar outros horizontes.

O que há entre a linha imaginária
Que divide a infância do novo despertar
Para outra realidade?

Ai, esses olhos repletos de infância...