quarta-feira, 11 de junho de 2008
"Não peça mais"
Pois é, se Judiciário tá recrudescento dessa forma, eu até declaro perdoados Willian Boner e nem de Fátima Bernardes. Aliás, tá todo mundo perdoado desde que J.C. disse que "está tudo consumado".
Perdoem o post, não sou pessimista não, mas é que às vezes é difícil pra caramba!!!
Abraços,
Marcus Magalhães
quinta-feira, 22 de maio de 2008
TRABALHO INFANTIL NO BRASIL: todos sabem... e fingem que não vêem
Em matéria vinculada no fantástico no dia 18.5.2008 denunciava o trabalho de crianças entre 5 a 12 anos e adolescentes nas plantações e beneficiamento de fumo. Todos sabem que os pequenos agricultores acionam a família no calendário produtivo e que trabalham com a exaustão do corpo, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças do meio rural deixam, em certos períodos do calendário agrícola, a escola para serem inseridos como mão de da agroindústria, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças trabalham em minas de carvão como mão- de - obra escrava, mas todos fingem que não vêm. Todos sabem que as crianças estão nas sinaleiras trabalhando, mas todos fingem que não vêem.
É assim que a indústria, não só de cigarro, comercializa produtos obtidos com a mão de obra infantil, mas todos fingem que não vêem. Na cadeia produtiva o consumidor brasileiro alimenta esse quadro de exploração, e todos fingem que não vêem.
Ora, se a adultez tem como uma das suas esferas sociais o mundo do trabalho, a inserção das crianças nesse mundo significa o estreitamento precoce da linha que separa os pares criança-adulto, infância –adultez. A infância foi/é um projeto da modernidade que assegura uma travessia saudável para a vida adulta. Há uma máxima, entre outras, nesse projeto de que é preciso assegurar a infância da criança. Por seqüência, as instituições que a executaria seriam a família e a escola com a parceria da ciência através das especialidades como a medicina, psicologia e o direito. Todavia, há de se pensar que historicamente esse projeto foi pensado para crianças saudáveis, brancas e ricas. Esse acontecimento traz á baila algumas contradições sócias que valem ser discutidas. Uma delas é o julgamento moral dos pais das crianças pobres que permitem que elas trabalhem, ao tempo em que deixamos de questionar o trabalho infantil de crianças oriundas de classe sócias médias e altas que trabalham na mídia, por exemplo, como apresentadoras, atrizes, modelos, cantores etc., e todos fingem que não vêem.
O que de fato estamos julgando? O que continuamos a fingir que não vemos?
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Meu querido mundo...
Esses olhos repletos de infância...
Esses olhos repletos de infância,Não sei. O que há conosco afinal?
O que há nesses olhos repletos de infância
Que quando crescem desaparecem
Por esse mundo afora
E mais parecem olhos cansados
Para desvendar outros horizontes.
O que há entre a linha imaginária
Que divide a infância do novo despertar
Para outra realidade?
Ai, esses olhos repletos de infância...
domingo, 4 de maio de 2008
Hannah Arendt e a infância
sexta-feira, 25 de abril de 2008
A infância pensa
As indagações da existência, toda a curiosidade de vida
A curiosidade das ocupações, dos verbos, das relações homem-mundo e das convenções
Podemos dizer que nascemos com tais necessidades
Seria a filosofia uma ciência-criança?
Até quando podaremos e castraremos os sonhos de conhecimento que nascem com as crianças?
Até quando no cegaremos frente ao fato delas serem seres capazes de futuros e cultivadoras de lindas paisagens?
As crianças são acima de tudo seres da existência mundana
Construtoras intelectuais e merecedoras de cuidados
Negar esses caminhos seria negar-lhes a sua humanidade?
Até quando?!

