
quarta-feira, 25 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O BRINQUEDO E A INFÂNCIA
Por desejo crianceiro posto algumas reflexões sobro o brinquedo e o brincar . São palavras imageadas pelos devaneios poéticos das infâncias. Sirvam-se deste banquete bricante !!
BONECA DE PANO

vestido de chita,
cabelo de fita,
cheinha de lã.
De dia, de noite, os olhos abertos.
olhando os bonecos que sabem falar,
soldados de chumbo que sabem marchar,
calungas de mola que sabem pular,
Boneca de pano que cai, não se quebra,
que custa um tostão.
Boneca de pano das meninas infelizes,
que são guias de aleijados, que apanham pontas de cigarros, que mendigam nas esquinas, coitadas!
como essas meninas.
Boneca sujinha, cheia de lã.
Os olhos de conta caíram.
Ceguinha rolou pela sarjeta.
O homem do lixo a levou, coberta de lama,
Nuinha assim como quis Nosso senhor.
DIZERES SOBRE O BRINCAR
Para meu querido amigo Marcus
quarta-feira, 11 de junho de 2008
"Não peça mais"
Pois é, se Judiciário tá recrudescento dessa forma, eu até declaro perdoados Willian Boner e nem de Fátima Bernardes. Aliás, tá todo mundo perdoado desde que J.C. disse que "está tudo consumado".
Perdoem o post, não sou pessimista não, mas é que às vezes é difícil pra caramba!!!
Abraços,
Marcus Magalhães
quinta-feira, 22 de maio de 2008
TRABALHO INFANTIL NO BRASIL: todos sabem... e fingem que não vêem
Em matéria vinculada no fantástico no dia 18.5.2008 denunciava o trabalho de crianças entre 5 a 12 anos e adolescentes nas plantações e beneficiamento de fumo. Todos sabem que os pequenos agricultores acionam a família no calendário produtivo e que trabalham com a exaustão do corpo, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças do meio rural deixam, em certos períodos do calendário agrícola, a escola para serem inseridos como mão de da agroindústria, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças trabalham em minas de carvão como mão- de - obra escrava, mas todos fingem que não vêm. Todos sabem que as crianças estão nas sinaleiras trabalhando, mas todos fingem que não vêem.
É assim que a indústria, não só de cigarro, comercializa produtos obtidos com a mão de obra infantil, mas todos fingem que não vêem. Na cadeia produtiva o consumidor brasileiro alimenta esse quadro de exploração, e todos fingem que não vêem.
Ora, se a adultez tem como uma das suas esferas sociais o mundo do trabalho, a inserção das crianças nesse mundo significa o estreitamento precoce da linha que separa os pares criança-adulto, infância –adultez. A infância foi/é um projeto da modernidade que assegura uma travessia saudável para a vida adulta. Há uma máxima, entre outras, nesse projeto de que é preciso assegurar a infância da criança. Por seqüência, as instituições que a executaria seriam a família e a escola com a parceria da ciência através das especialidades como a medicina, psicologia e o direito. Todavia, há de se pensar que historicamente esse projeto foi pensado para crianças saudáveis, brancas e ricas. Esse acontecimento traz á baila algumas contradições sócias que valem ser discutidas. Uma delas é o julgamento moral dos pais das crianças pobres que permitem que elas trabalhem, ao tempo em que deixamos de questionar o trabalho infantil de crianças oriundas de classe sócias médias e altas que trabalham na mídia, por exemplo, como apresentadoras, atrizes, modelos, cantores etc., e todos fingem que não vêem.
O que de fato estamos julgando? O que continuamos a fingir que não vemos?


