domingo, 16 de novembro de 2008

Son niños todavía

Son niños todavía, buscan refugio en su actuar, no hay mayor muestra que me lo pueda demostrar, que sus manos pintadas, y sus escasos minutos de receso aprovechados para fatigarse tras un balón.

Se cansan y sueñan, se ilusionan y toman dictado, algunos se asombran con la historia universal, y otros esperan un descanso para escuchar algo de supuesto punk-soft o música emotional.

Protestan si saber porque, gritan con afán desmedido, y se maquillan en una inocencia comprometida, en el refugio de las horas en un salón.

Hay quién estudia y quién no, quién roba y quién no, quién ama a muchas o muchos, y los que aman igual, pero callan.

Son niños, que se escapan de su niñez, que la bordean y la quieren saltar, pero no pueden, porque siguen siendo niños.


Goyette

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Que infância nós estamos inventando?

No dia 9 de setembro os jornais de todo Brasil noticiaram mais duas mortes de crianças cuja autoria é do pai e da madastra. Sim, sabemos que um existe o infanticídio à brasileira, que mesmo que não mate as crianças fisicamente, mata simbolicamente e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças são abandonadas á própria sorte todos os dias e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças são maltratadas, humilhadas e desautorizadas nas escolas e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que homens todos os dias abusam sexualmente das crianças e fazemos de conta não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças são prostituídas todos os dias por adultos e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças NÃO SÃO ESCUTADAS TODOS OS DIAS E FAZEMOS DE CONTA QUE NÃO VIMOS. INFANTICÍDIO/GENOCIDIO NÃO TEM PERDÃO! CHEGA DE DESTINAR AS CRIANÇAS A BARBÁRIE !

VAMOS FAZER DE CONTA QUE NÃO VIMOS O DESCASO E A FALTA DE ESCUTA DO CONSELHO TUTELAR COM AS CRIANÇAS?

domingo, 7 de setembro de 2008

Combate à Pedofilia na Internet


É PRECISO DENUNCIAR

Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na Internet

Por Anderson e Roseane Miranda
11 de maio de 2007

Tendo como principal meio de divulgação a Internet, a pedofilia movimenta milhões de dólares por ano e expõe milhares de crianças indefesas a abusos que nem mesmo adultos suportariam...Podemos afirmar, hoje, a existência de Clubes de Pedofilia! Esses “Clubes” servem para “associar” pedófilos pelo mundo; onde estes podem adquirir Fotos ou Vídeos contendo Pornografia Infantil ou, pior, “contratar” serviços de Exploradores sexuais, fazer Turismo sexual ou mesmo efetivar o Tráfico de menores e aliciá-los para práticas de abusos sexuais. E, pasmem, este circo de horrores é responsável pelo desaparecimento de crianças no mundo inteiro.Desenvolvemos um trabalho árduo, sem fins lucrativos, no combate ao crime, recebendo e repassando denúncias, com o auxílio de internautas que de algum modo, se viram diante de sites ou imagens contendo pornografia infantil ou pedofilia.Hoje, a nossa principal missão é a conscientização de internautas (usuários da Internet), políticos (responsáveis pela Legislação do País), as Famílias e a Sociedade como um todo, sobre a situação preocupante, imposta pela ação criminosa através da Internet. Nossas crianças correm o risco real e imediato de serem assediadas via Internet, raptadas para contracenarem em cenas sádicas, doentias, ou ainda, de verem publicadas sua dor, sua angústia pelo sofrimento no abuso ou exploração sexual... Por isso, abrace esta causa.Quem denuncia salva!

domingo, 31 de agosto de 2008




Ora, pois!
Não acredito que eu gostava
De arroz com ovo frito
Quando lembro sinto no peito um nó
Esse prato temperado pelas mãos mágicas da minha vó.
Deitado no sofá, atrás de mim à janela
E os sons que entravam dela me faziam acordar.
Com toda preguiça e vontade de dormir
Maior vontade era de brincar na rua.
Sob a luz da lua tantas cantigas de roda
E sorrisos cândidos nos rostos miúdos de todos nós:
Pique-esconde, chicotinho-queimado, pipa ao vento,
fazer cata-vento, apanhar fruta no pé.
Quantos dias, quantas noites de alegrias, de sonhos e aventuras!
Essa infância que recordo é saudosa, mas faz parte acabar.
Por enquanto digo quem dera que eu possa ao menos avistar
E espero ansioso novos dias que eu possa ao menos visitar
Meus próprios anjinhos a saltitar.
E repetir o que minha mãe dizia:
-Ei, menino, tá na hora de entrar!


Vanderson Godoi

sábado, 23 de agosto de 2008

De quando a filosofia e a literatura infantil estão a brincar juntas

De quando a filosofia e a literatura infantil estão a brincar juntas

Rosângela Trajano

“Como a filosofia nos ensina a viver e como a infância tem sua lição tanto quanto as outras idades, por que não no-la comunicam?”

Montaigne, apud Cecília Meireles

Contentar-nos com histórias de príncipes e princesas, feiticeiras e dragões, como se fossemos ainda crianças. Maravilhar-nos com o encanto das entrelinhas que só conseguimos vislumbrá-lo quando tomados por uma sabedoria lapidada pelos caminhos da filosofia. Abro as janelas da minha morada, com cortinas recém-costuradas, mas cheias de desejos de uma investigação filosófica na literatura infantil. Parece-me que há muito minh’alma está irrequieta, há algo na literatura infantil que faz furinhos nas meias do meu pensamento crítico e investigativo.

Busco na literatura infantil considerações filosóficas que brotam do imaginário do autor, mas que retratam a realidade que nos cerca. Esta realidade vestida de dúvidas e incertezas. É preciso saber prender o pequeno leitor, despertar seu interesse pelo pensar, fazê-lo pensar, questionar e criticar. Existem ótimas histórias na nossa literatura que transmitem a base para um ensino filosófico com crianças. Acredito que toda literatura é bem-vinda quando sabemos explorar dela aquilo que nos desassossega o espírito. Deixemos as nossas crianças escolherem o que querem ler, permitamo-nos ser ouvintes e não contadores de histórias, pois o abrir caminhos é uma arte que poucos sabem desenvolvê-la.

A literatura infantil e a filosofia brincam juntas quando conseguimos fazer costuras com agulhas de mão sem usar o dedal, ou seja, quando nossa imaginação ganha asas e constrói em cima delas um pensar adiante, um pensar que edifica ou reconstrói conceitos. A filosofia embala seus mais belos versos em temas metafísicos que são colocados a todo instante pelas crianças. São elas eternas questionadoras, querem saber de tudo, buscam respostas e nunca estão plenamente satisfeitas. Colocar a filosofia e a literatura infantil para brincarem juntas é fortalecer um laço que muitas vezes se desfaz por falta de uma observação mais cuidadosa entre leitor e ouvinte. Temos na literatura infantil histórias que encantam pelas suas magias, que distraem pela beleza de suas metáforas, que nos fazem rir e chorar com desfechos imprevisíveis. Trazem estas histórias considerações filosóficas que observadas mais detalhadamente poderão transmitir às nossas crianças uma nova visão de mundo, uma nova observação das coisas ao nosso redor, uma sede pelo saber.

Não pretendo neste estudo me deter em um ou outro autor, pois para mim todas as histórias infantis trazem um pouco de filosofia, algumas apresentam estes conceitos de forma clara e objetiva, outras preferem colocar o leitor para procurar o grilo da primeira a última palavra. Como se dá esse brincar entre a filosofia e a literatura infantil? Quando a essência da história constitui elementos de interpretação filosófica que atraem o pensamento da criança para uma abordagem onde imaginação e realidade se abraçam e trocam olhares num sentir o que não foi dito, mas percebido. Esse ato de perceber é próprio da criança que ao término de um passeio por uma história infantil caminha em busca de respostas quase nunca encontradas. Cabe a filosofia esclarecer questões que são construídas nas histórias infantis e rebuscam a memória das nossas crianças. Sem a filosofia a literatura infantil pode até existir, mas será como o gesto físico do sorrir sem o prazer da alma.

Para ilustrar melhor o que queremos apresentar neste estudo buscamos nos versinhos atribuídos à Bárbara Heliodora o que significa esse encontro da filosofia com a literatura infantil:

“Meninos, eu vou ditar

as regras do bom viver;

não basta somente ler,

é preciso meditar,

que a lição não faz saber:

quem faz sábios é o pensar.”



É neste pensar referido acima que devemos nos preocupar. Por isso não basta somente fazermos as crianças lerem, é preciso saber conduzí-las ao exercício do pensamento. Aqui abrimos as portas à filosofia, pois a ela é dela a honra de criar sábios através dos seus ensinamentos. Se levássemos mais a sério o que as crianças nos dizem sobre os seus pensamentos poderíamos conhecê-las mais e melhor. Através da literatura infantil a criança descobre seu mundo exterior, para que tal descoberta não entre em conflito com a do mundo interior faz-se necessário que a filosofia seja buscada e aplicada de forma carinhosa sem invadir os mistérios que rodeiam os pensamentos da criança.

A criança sonha com um livro que traduza sua inquietude e sacie plenamente seu interesse. Deixemos que a criança escolha sua leitura, pois só ela vai saber identificar o que é de seu interesse. Não precisamos sair correndo por aí feitos loucos desesperados a procura de livros infantis que tenham considerações filosóficas, pois não os encontraremos. Devemos, sim, saber retirar desta literatura algo que se aproxime da filosofia. Temos muitas histórias infantis que tratam de temas, tais como: liberdade, justiça, morte, Deus, etc., as crianças quando estão lendo estas histórias costumam levantar questões sobre tais temas, e nós admiradores da sabedoria não podemos simplesmente respondê-las e pronto, nossa tarefa é transformar cada pergunta levantada numa outra pergunta de forma que a resposta seja encontrada na própria criança.

Na literatura infantil temos ainda a poesia, aquela que corteja a imaginação da criança e respeita seu espírito aventureiro. A poesia que coloca as letras para bailar, que abre janelas em casas nunca antes construídas, que fala da natureza e também dos sentimentos. Ah! Esta maravilhosa poesia! Faz festa nos olhos das nossas crianças com as suas rimas bem elaboradas, suas metáforas bem colocadas e acima de tudo seu jeito valioso de transmitir conhecimento e vontade de saber às crianças. Nela, nos deparamos com uma leitura que deságua nos sorrisos das crianças, colocando em seus lábios questões desafiadoras à filosofia.

Vivo a contar histórias para crianças. Surpreende-me que antes mesmo do término da contação, algumas crianças me façam perguntas que quase sempre não tenho respostas. Muitas vezes recorro à filosofia, noutras as perguntas são tão metafísicas que jamais encontrarei respostas. O que quero dizer aqui, é que se soubermos explorar este pensamento inquieto através da literatura infantil e mais ainda se soubermos acrescentá-lo a filosofia estaremos formando cidadãos se não sábios pelo menos donos de um pensamento próprio.

Na literatura infantil, as crianças percebem o mundo como ele realmente o é, ou seja, as histórias têm sempre um personagem que vai se parecer com a história de vida de uma delas. É bem verdade que essas histórias são cheias de encantos e magias, mas toda expressão de sentimentos desenvolve nas crianças o desejo de sonhar. Quando usamos a filosofia nestas histórias mostramos às crianças não só os conceitos dos sentimentos, mas principalmente a essência que cada um deles tem. Assim, se uma história trata da amizade entre duas pessoas, a filosofia cuidará de despertar nas crianças o que elas realmente pensam sobre amizade, daí surgindo as mais diversas questões.

Concluo que a filosofia e a literatura infantil só têm a acrescentar mais alegria, esperança e sabedoria às nossas crianças. Pois a união das duas é fonte de riquíssimo conhecimento não só da leitura de uma história infantil, mas da descoberta de uma alma que mora num lugar secreto e só aparece aqueles que ousam enfrentar dragões e feiticeiras, e buscar nas profundezas das palavras escritas o piscar de olho e o barulho das trombetas anunciando que as histórias são como bonecas de pano, uma vez rasgadas, é só remendá-las; histórias uma vez amadas, para sempre serão lembradas. Logo, podemos dizer que a literatura infantil e a filosofia podem ir para casa brincar de ciranda, cirandinha ou de amarelinha, pois já demonstraram a amizade que as cercam.

http://www.rosangel atrajano. com.br/filinfant il.htm

sábado, 16 de agosto de 2008

A Bola passa e o Tempo também


os raios de sol se expandindo
e as crianças brincando
na rua de pedras brilhantes
sorrisos se iluminando


a bola vai de um lado a outro
o olhar acompanhando
pureza, felicidade pura
são as crianças brincando

a bola vai passando
pequeninas sorridentes
crescendo
são grandes projetos de gente

- vamos brincar de casinha?

domingo, 3 de agosto de 2008

“Sem dúvida, é preciso olhar a criança e procurar compreendê-la naquilo em que é ela mesma, naquilo em que é infinitamente: no brincar. Que outra coisa sabe, pode e quer? O brinquedo é, certamente, a porta para todos os lados, a respiração de sua vida e sua grandeza também”.
Lydia Hortélio Cordeiro

terça-feira, 1 de julho de 2008

A Descoberta do Mundo


(...) e também tenho medo de tornar-me adulta demais : eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil,do que tantas vezes é alegria pura ... Não sou madura bastante ainda.Ou nunca serei. "

CLARICE LISPECTOR-

sábado, 28 de junho de 2008

PORQUE NÃO PEDIR MAIS?

Por que não pedir mais? Se devemos fazer o bem sem olhar a quem. Quanto mais leio menos entendo, quanto mais conheço, aliás, quanto mais acho que conheço desconheço o ser humano. A infância tirada, roubada é gritante, é a realidade das nossas crianças deixadas a mercê da vida, isso me desagrada, me faz chorar, me faz pensar o porque de tudo isso. Será que nós não podemos dar um pouco da gente e repensar nessa triste realidade? É, acho que seremos bons amigos, Dr Marcus e vamos trabalhar um bocado, as crianças querem a Boneca de Pano de Tereza, a Bola de José e o Brinquedo de Montar que ainda esta na loja, teremos muito trabalho pela frente.
Te desejo muito Sorte, e espero poder te acompanhar nessa Luta.

Emília Alves

quarta-feira, 25 de junho de 2008






Sob o sol se pondo
Jaz um riso inato
Uma inocência
Uma crença.
Há uma fé de mudança
Há uma muda de esperança
Há uma criança,
Uma criança que nasceu.

“Um menino nasceu
-o mundo tornou a começar”.
Guimarães Rosa

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O BRINQUEDO E A INFÂNCIA

Caro leitor,

Por desejo crianceiro posto algumas reflexões sobro o brinquedo e o brincar . São palavras imageadas pelos devaneios poéticos das infâncias. Sirvam-se deste banquete bricante !!

BONECA DE PANO



Boneca de Pano

Boneca de pano dos olhos de conta,
vestido de chita,
cabelo de fita,
cheinha de lã.
De dia, de noite, os olhos abertos.
olhando os bonecos que sabem falar,
soldados de chumbo que sabem marchar,
calungas de mola que sabem pular,
Boneca de pano que cai, não se quebra,
que custa um tostão.
Boneca de pano das meninas infelizes,
que são guias de aleijados, que apanham pontas de cigarros, que mendigam nas esquinas, coitadas!
como essas meninas.
Boneca sujinha, cheia de lã.
Os olhos de conta caíram.
Ceguinha rolou pela sarjeta.
O homem do lixo a levou, coberta de lama,
Nuinha assim como quis Nosso senhor.

Jorge Mateus de Lima(1893-1953)


DIZERES SOBRE O BRINCAR

Brincando, o homem
desprende-se do tempo sagrado e o “esquece” no tempo humano
Giorgio Agamben

Rodeadas por um mundo de gigantes, as crianças criam para si, brincando, o pequeno mundo próprio.
Walter Benjamin

A criança brinca porque ela só tem isso para fazer...ah, e estudar também.
Rafael (9 anos)

Para meu querido amigo Marcus


Para Marcus Magalhães que tem a grandeza de indignar-se , a cumplicidade poética das palavras de Manoel de Barros

"As coisas não querem mais ser vistas
por pessoas razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul─
Que nem uma criança que você olha de ave".
Manoel de Barros

quarta-feira, 11 de junho de 2008

"Não peça mais"

Nem sei se fiquei surpreso com o fato, acho que foi mais um sentimento de angústia mesmo, ao ter como resposta ao pedido de autorização de saída externa para alguns adolescentes privados de liberdade lá da CASE Salvador o seguinte despacho: "R.H. Autorizo. Não peça mais. SSA, ..." E quem despachou foi a juíza da Vara da Infância e Juventude...

Pois é, se Judiciário tá recrudescento dessa forma, eu até declaro perdoados Willian Boner e nem de Fátima Bernardes. Aliás, tá todo mundo perdoado desde que J.C. disse que "está tudo consumado".

Perdoem o post, não sou pessimista não, mas é que às vezes é difícil pra caramba!!!
Abraços,

Marcus Magalhães

quinta-feira, 22 de maio de 2008

TRABALHO INFANTIL NO BRASIL: todos sabem... e fingem que não vêem

Em matéria vinculada no fantástico no dia 18.5.2008 denunciava o trabalho de crianças entre 5 a 12 anos e adolescentes nas plantações e beneficiamento de fumo. Todos sabem que os pequenos agricultores acionam a família no calendário produtivo e que trabalham com a exaustão do corpo, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças do meio rural deixam, em certos períodos do calendário agrícola, a escola para serem inseridos como mão de da agroindústria, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças trabalham em minas de carvão como mão- de - obra escrava, mas todos fingem que não vêm. Todos sabem que as crianças estão nas sinaleiras trabalhando, mas todos fingem que não vêem.

É assim que a indústria, não só de cigarro, comercializa produtos obtidos com a mão de obra infantil, mas todos fingem que não vêem. Na cadeia produtiva o consumidor brasileiro alimenta esse quadro de exploração, e todos fingem que não vêem.

Ora, se a adultez tem como uma das suas esferas sociais o mundo do trabalho, a inserção das crianças nesse mundo significa o estreitamento precoce da linha que separa os pares criança-adulto, infância –adultez. A infância foi/é um projeto da modernidade que assegura uma travessia saudável para a vida adulta. Há uma máxima, entre outras, nesse projeto de que é preciso assegurar a infância da criança. Por seqüência, as instituições que a executaria seriam a família e a escola com a parceria da ciência através das especialidades como a medicina, psicologia e o direito. Todavia, há de se pensar que historicamente esse projeto foi pensado para crianças saudáveis, brancas e ricas. Esse acontecimento traz á baila algumas contradições sócias que valem ser discutidas. Uma delas é o julgamento moral dos pais das crianças pobres que permitem que elas trabalhem, ao tempo em que deixamos de questionar o trabalho infantil de crianças oriundas de classe sócias médias e altas que trabalham na mídia, por exemplo, como apresentadoras, atrizes, modelos, cantores etc., e todos fingem que não vêem.

O que de fato estamos julgando? O que continuamos a fingir que não vemos?


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Meu querido mundo...

Meu querido mundo
Deslumbrado com a maldade
Assopro aos ouvidos surdos
A cantilena impregnada de horror
Com todo fôlego
(Um pintoQue não sabe cacarejar)
Com toda coragem
(Um caracolEscondido em si mesmo)
Com toda obstinação
(Uma garotaViciada em anfetaminas)
Com honestidade
Com vontade
Com verdade
Com toda suavidade
Um tetraplégico
Que afasta com a língua
Uma mosca pousada na ponta do nariz.
Marcus Almeida Magalhães

Esses olhos repletos de infância...

Esses olhos repletos de infância,
Não sei. O que há conosco afinal?
O que há nesses olhos repletos de infância
Que quando crescem desaparecem
Por esse mundo afora
E mais parecem olhos cansados
Para desvendar outros horizontes.

O que há entre a linha imaginária
Que divide a infância do novo despertar
Para outra realidade?

Ai, esses olhos repletos de infância...

domingo, 4 de maio de 2008

Hannah Arendt e a infância

""O Século da Criança", como podemos lembrar, iria emancipar a criança e liberá-la dos padrões originários de um mundo adulto"

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A infância pensa

Podemos dizer que a curiosidade é um traço nato das crianças
As indagações da existência, toda a curiosidade de vida
A curiosidade das ocupações, dos verbos, das relações homem-mundo e das convenções
Podemos dizer que nascemos com tais necessidades
Seria a filosofia uma ciência-criança?

Até quando podaremos e castraremos os sonhos de conhecimento que nascem com as crianças?
Até quando no cegaremos frente ao fato delas serem seres capazes de futuros e cultivadoras de lindas paisagens?

As crianças são acima de tudo seres da existência mundana
Construtoras intelectuais e merecedoras de cuidados
Negar esses caminhos seria negar-lhes a sua humanidade?
Até quando?!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

INFÂNCIAS?

Foto de João Silva/NYT, publicada em Carta Capital , março 2008, edicção 4
Infâncias?
Até quando nos manteremos calados?
Até quando vamos fingir que isso tudo é normal?
Até quando vamos sair incólumes?
Até quando vamos transferir pro outro, um papel que também é nosso?
Por:
Mila Araùjo (La flor de la canela)
Infâncias?
Até quando vamos ignorar as crianças?
Fingir que não são visíveis ?
Teimar em não escutar suas vozes?
Desconhecer o que pensam e sentem ?
Por:
Tereza

quinta-feira, 3 de abril de 2008

INFANCIALIDADES: Infâncias sendo

A infancialidade é lugar das experiências.
É a historia em curso, é o trânsito entre passado-presente-futuro.
É a recusa da ausência da infância na própria infância sendo.
É acontecimento, é experiência..
É uma instauração da presença concreta das crianças e suas infâncias no projeto da adultez como o inusitado, o imprevisto, a descontinuidade, uma ritualidade clandestina em que se trafica significados entre o mundo próprio que elas criam e o que já estava posto e interpretado para elas.
As infancialidades são expressão dos sentimentos das crianças.Dos seus modos de viver a infância, de seus valores e localizações sociais.

JORGE LARROSA E A ALTERIDADE DA INFÂNCIA

[...]na medida em que nos escapa: na medida em que inquieta o que sabemos ( e inquieta a soberba da nossa vontade de saber), na medida em que suspende o que podemos ( e a arrogância da nossa vontade de poder ) e na medida em que coloca em questão os lugares que construímos para ela( e a presunção da nossa vontade de abarca-la). Aí está a vertigem: no como a alteridade da infância nos leva a uma região em que não comandam as medidas do nosso saber e do nosso poder.
[...] a infância nunca é o que sabemos (é o outro dos nossos saberes), ma por outro lado, é portadora de uma verdade à qual devemos nos colocar à disposição de escutar; nunca é aquilo apreendido pelo nosso poder ( é o outro que não pode ser submetido), mas ao mesmo tempo requer nossa iniciativa; nunca está no lugar que a ela reservamos ( é o outro que não pode ser abarcado), mas devemos abrir um lugar par recebe-la. Isso é a experiência da criança como um outro: o encontro de uma verdade que não aceita a medida do nosso saber, com uma demanda de iniciativa que não aceita a medida do nossos poder, e com uma exigência de hospitalidade que não aceita a medida da nossa casa .[...]
(LARROSSA, 2203, p.185).

sábado, 29 de março de 2008

As TIC na sala de aula

As Tecnologias de Informação e Comunicação numa sala de aula de crianças entre os 6 e os 10 anos de idade, são um fenómeno motivador da aprendizagem. As crianças desta idade sentem desde muito cedo uma actracção especial por estas novas tecnologias por vários factores:

1 - Como ferramenta facilitadora de comunicação. Desde cedo contactam com a televisão ou com o computador e relacionam-se imediatamente com as imagens ou conteudos multimédia. Podem expandir assim os seus limites de autonomia e de expressão.

2- Propiciadoras de interacção. Mais uma vez as TIC têm um papel essencial na expansão da autonomia das crianças. A possibilidade de interacção com conteúdos da vida real a que geralmente não têm acesso, por exemplo videogames ou mesmo acedendo a páginas da net.

3- Dignificação e valorização do seu trabalho. Nesta caso a situação é semelhante aos adultos, embora na criança este factor se revele com maior importância. Falo , por exemplo, da possibilidade de publicação acessível dos seus trabalhos relacionados com as aprendizagens. A criança vê valorizado o seu trabalho diário. Por outro lado a dificuldade de escrita que as crianças têm nestas idades, desaparece com o aprefeiçoamento otográfico e caligráfico que a tecnologia oferece. 

4 - Lúdico. Por fim o aspecto lúdico, prático e funcional que as tecnologias oderecem que permitem que as crianças com uma competência lógica intuitiva e natural possam operar estas novas tecnologias com muito à vontade.

Constantino Alves

professor do 1ºciclo, Portugal

quinta-feira, 27 de março de 2008

Até quando vamos aceitar crianças trabalhadoras/escravas?
Qual o lugar das infâncias no Brasil?

segunda-feira, 24 de março de 2008

O que dizem as crianças sobre suas infâncias

" Minha infância ainda não acabou, muita gente me acha careta, mas eu não tenho vergonha de dizer isso. Meu irmão me chama para brincar como ele, ele é sozinho aí eu brinco com ele, eu brinco de casinha, brinco de boliche, não tenho vergonha de dizer isso não, eu só tenho apenas doze anos" (Eva, 12 anos, 2006) .



[...] têm muitas coisa as boas e ruins, que às vezes não dá para explicar . A gente tem que ter obrigações..mas tem a parte boa que é brincar[...] De não se preocupar com trabalho, porque quando você crescer a gente vai ter que trabalhar, têm as obrigações, fazer comida, cuidar de filho, pagar água. Na infância, a gente faz o que quer, brinca a hora que.....[..]. aí, quando cresce tem que trabalhar...muda tudo(Tânia, 10 anos, 2006).

" A escola é importante.....porque você tem que aprender as coisas. Porque se não sem matemática você não sabe contar, sem a língua portuguesa você não sabe ler, sem a historia, geografia e ciência você não sabe como é sua terra, a coisa da vida, a poluição que está tendo, você não sabe de nada. Então, mas você também tem que ir para escola para aprender, mas você também tem que viver sua infância”(Clara, 9 anos, 2006)

A NASCENÇA

Um menino nasceu - O mundo tornou a começar .Guimarães Rosa