No dia 9 de setembro os jornais de todo Brasil noticiaram mais duas mortes de crianças cuja autoria é do pai e da madastra. Sim, sabemos que um existe o infanticídio à brasileira, que mesmo que não mate as crianças fisicamente, mata simbolicamente e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças são abandonadas á própria sorte todos os dias e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças são maltratadas, humilhadas e desautorizadas nas escolas e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que homens todos os dias abusam sexualmente das crianças e fazemos de conta não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças são prostituídas todos os dias por adultos e fazemos de conta que não vimos. Sim, sabemos que inúmeras crianças NÃO SÃO ESCUTADAS TODOS OS DIAS E FAZEMOS DE CONTA QUE NÃO VIMOS. INFANTICÍDIO/GENOCIDIO NÃO TEM PERDÃO! CHEGA DE DESTINAR AS CRIANÇAS A BARBÁRIE !
VAMOS FAZER DE CONTA QUE NÃO VIMOS O DESCASO E A FALTA DE ESCUTA DO CONSELHO TUTELAR COM AS CRIANÇAS?
VAMOS FAZER DE CONTA QUE NÃO VIMOS O DESCASO E A FALTA DE ESCUTA DO CONSELHO TUTELAR COM AS CRIANÇAS?
3 comentários:
É Teca, a morte tem muitas faces...
Triste é ver-nos como seres acostumados a essa bárbarie. Vemos as notícias, dói no peito na hora e esquecemos. Esquecemos por a cabeça fica cheia, cheia de trabalho, cheia de contas a pagar, cheia dos planos a fazer, cheia de angústia e medo desse mundo estressante e violento. Enquanto isso, a morte física e a morte simbólica vai acontecendo e as crianças se tornando seres invísveis...
Lembrei daquele filme que me deu... crianças invísíveis.
Finalmente escrevo meu comentário...
Por certo, fazer de conta é nossa especialidade. A indiferença e o descaso diante dos acontecimentos inusitados deste país tornaram-se um hábito! Antes de expressar meu pensamento queridíssima Prof., permita-me só dizer algo quanto ao comentário anterior. Interessante pensar no nosso esquecimento diante destes fatos. Porém, muito mais interessante é refletir sobre as justificativas do esquecimento “contas a pagar, planos a fazer...”. Certamente isto é de grande importância sabe! Como posso esquecer de mim, dos meus planos sendo que até o momento ainda não me tornei vítima desta barbárie. Bom... enquanto ela não deixa marcas profundas em mim, vou esquecendo por que outros virão e assim seguirá a vida. “Este é um período muito violento !!!!” Tenho que aproveitar enquanto ela não me atinge.
Acredito que pensamentos de esquecimento só fortalecem o fazer de conta. Estamos tão preocupados com o ‘eu’ que não há tempo para o outro, para refletir sobre aquilo que ele representa para mim, ainda que não faça parte da minha vida. Qualquer pessoa: idoso, criança, jovem ou adulto torna-se invisível diante do nosso egoísmo. Continuaremos no descaso sim, a minha vida e meus afazeres são mais importantes, tenho mais com o que me preocupar – O carro do ano, a casa nova, a roupa da moda... claro que sim!!! Necessidades?? Desejos!!!!
Teresa, lendo seu texto não parei de pensar como vemos essa situação constatimente nos ambientes escolares. A ausencia dos familiares no cotidiano do aluno e a propria violencia com que são tratados em suas casas acaba refletindo no seu comportamento junto a colegas e professores. Essa relação escola-famílai está cada dia mais complicada de se manter, e não só o aluno que perde com isso mas toda a comunidade, não adianta o professor falar de não violenica na sala quando o que eles veem em casa é justamente o contrário.
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