Em matéria vinculada no fantástico no dia 18.5.2008 denunciava o trabalho de crianças entre 5 a 12 anos e adolescentes nas plantações e beneficiamento de fumo. Todos sabem que os pequenos agricultores acionam a família no calendário produtivo e que trabalham com a exaustão do corpo, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças do meio rural deixam, em certos períodos do calendário agrícola, a escola para serem inseridos como mão de da agroindústria, mas todos fingem que não vêem. Todos sabem que as crianças trabalham em minas de carvão como mão- de - obra escrava, mas todos fingem que não vêm. Todos sabem que as crianças estão nas sinaleiras trabalhando, mas todos fingem que não vêem.
É assim que a indústria, não só de cigarro, comercializa produtos obtidos com a mão de obra infantil, mas todos fingem que não vêem. Na cadeia produtiva o consumidor brasileiro alimenta esse quadro de exploração, e todos fingem que não vêem.
Ora, se a adultez tem como uma das suas esferas sociais o mundo do trabalho, a inserção das crianças nesse mundo significa o estreitamento precoce da linha que separa os pares criança-adulto, infância –adultez. A infância foi/é um projeto da modernidade que assegura uma travessia saudável para a vida adulta. Há uma máxima, entre outras, nesse projeto de que é preciso assegurar a infância da criança. Por seqüência, as instituições que a executaria seriam a família e a escola com a parceria da ciência através das especialidades como a medicina, psicologia e o direito. Todavia, há de se pensar que historicamente esse projeto foi pensado para crianças saudáveis, brancas e ricas. Esse acontecimento traz á baila algumas contradições sócias que valem ser discutidas. Uma delas é o julgamento moral dos pais das crianças pobres que permitem que elas trabalhem, ao tempo em que deixamos de questionar o trabalho infantil de crianças oriundas de classe sócias médias e altas que trabalham na mídia, por exemplo, como apresentadoras, atrizes, modelos, cantores etc., e todos fingem que não vêem.
O que de fato estamos julgando? O que continuamos a fingir que não vemos?
quinta-feira, 22 de maio de 2008
TRABALHO INFANTIL NO BRASIL: todos sabem... e fingem que não vêem
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2 comentários:
CEGOS?
SURDOS?
MUDOS?
LÁ ESTÃO ELES OS POLÍTICOS
GANANCIOSOS; PALAVRA CHAVE PARA ESSE POVO E SERÁ QUE ESSE POVO É SER HUMANO E O QUE É SER HUMANO?
DINHEIRO, GRANA, PILA, MONEY, DOLAR.
FOME, SEDE, SEDE DE LER, DE ESCREVER, DE BRINCAR DE SORRIR E DE VIVER.
3° MUNDO NÃO, SERÁ QUE EXISTIMOS MESMO?
NÃO EXISTEM MAIS CRIANÇAS E SIM TRABALHADORES BRAÇAIS COMO QUALQUER ADULTO, COMPLEMENTO DE RENDA FAMILIAR.
E AS CANTIGAS DE RODA, AS CIRANDAS, AS AMARELINHAS E O ESCONDE-ESCONDE, PARA ONDE VAI A INFÂNCIA DAS NOSSAS CRIANÇAS ?
O PODER CEGO, SURDO E MUDO DO BRASIL AGORA E PARAPLÉGICO TAMBÉM NÃO TEM CONDIÇÃO DE FISCALIZAR O QUEM ESTÃO A FZER COM AS NOSSAS CRIANÇAS.
EMÍLIA ALVES
ONTEM FOI O DIA FOI MARCA PELA LUTA MUNDIA CONTRA O TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS QUE SE EXPOEM A TODOS TIPO DE RISCO E DÍSSABORES.
CRIANÇAS QUE DEIXAM DE IR A ESCOLA PARA LEVAR O PÃO NOSSO DE CADA DIA PARA CASA, VOU REPETIR CRIANÇA QUE NÃO VAI A ESCOLA PARA TRABALHAR.
E PARA QUE TANTAS FACULDADES DE PEDAGOGIA E PARA QUE FORMAMOS PROFESSORES ?
AS SINALEIRAS QUE ANTES ERA ALVO DA VENDAS DE BUGIGANGAS, TRANSFORMOU-SE EM PONTO DE TRÁFICO DE DROGAS.
A POUCOS DIAS UMA CRIANÇA DE 13 ANOS FOI MORTA POR TRAFICANTES RIVAIS, ELE ERA AVIÃO DE OUTRA FACÇÃO.
QUE DOR PARA ESSA FAMILIA, UMA CRIANÇA SEM INFANCIA, QUE VIROU BANDIDA E QUE DEVIA SUSTENTAR A FÁMILIA COM O DINHEIRO DAS DROGAS, HOJE O EMPREGO MAIS RENTAL, MESMO SENDO O MAIS PERIGOSO.
MEU BRASIL OLHAI PELAS NOSSAS CRIANÇAS.
NÃO QUEREM SÓ PROFISSIONAIS COM CANUDO NAS MÃOS, QUEREMOS ATUAR TER CONDIÇOES DE TRABLHO PARA ATUAR JUNTO A NOSSA COMUNIDADE CARENTE.
DEUS PROTEJA NOSSAS CRINÇAS
EMÍLIA ALVES
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